sábado, 13 de dezembro de 2008

Encontro mensal.

É como me jogar nos braços do infinito.
É como adorar tudo, inclusive o que é pra ser detestado.
É como não saber se é pra chorar ou sorrir.
É como não saber a razão de existir.

Eu andava rápido, mas aqui de trás ainda dava pra ver meus pensamentos caminhando por lugares distantes, bem lá na frente, enquanto eu esperava ela dar um sinal. E veio.

Longe, sim, muito longe.
Branca e quieta.
Rara:
ela.

A lua.

As luzes, pequenas velas,
as águas, alguma melodia,
as areias, pequenos grãos de felicidades e tristezas esquecidas no chão.
Era isso o que tudo parecia diante dela.

Meu olhar, alguma coisa,
minhas lágrimas, nada demais,
meu sorriso, uma curvatura sem sentido.
Era isso o que eu parecia diante da lua.

Grande, brilhante e linda.
Sempre quis ser assim,
só não tão redonda, claro...
e nem tão distante.
Só um pedacinho de raridade perdido por esse mundo afora.
Só alguma coisa que ninguém precisasse entender.

Mas sem espetáculos mensais;
Eu sinto que preciso estar escondida por um tempo sem limite,
seja por debaixo de meus cabelos revoltos, ou pelas minhas palavras ríspidas.

Eu não sei se amanhã as risadas serão gostosas,
se os abraços serão acolhedores
se as lágrimas serão de alegria ou tristeza.

Dói, saber que não sei.
Dói saber, que a única certeza que tenho
é que não tenho certeza de nada...

Nem se ela cairá do céu algum dia,
ou se quem cairá sou eu, em algum canto que não poderei mais vê-la;
e se for melhor não ter certeza de nada?

Meus pés correm atrás de meus pensamentos, tentando alcançá-los....
eles não podem ir tão longe:
Saber demais pode ser ruim.

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