Somos duas partes perdidas de nós mesmos,
que a coincidência não junta, apenas apresenta.
Como quando a segurança conhece o perigo.
E a felicidade, a tristeza.
Somos o preto e o branco
(como se fôssemos velhos, mas na verdade é apenas sabedoria)
A noite e o dia
(a noite: reprodução em câmera louca do que sonhamos de dia)
O escuro e o claro
(quando orgulho tenta esconder o que ja se viu)
O brigadeiro e o beijinho
(como o cacau que trás a paz que o beijo roubou)
O riso e o choro
(as duas faces num só olhar)
A verdade e a mentira
(na brincadeira de fazer dos dois, uma coisa só)
O pé que anda e recua
(no quente da cama que nos abraça no levantar)
A fidelidade que trai
(como tudo o que é sem querer)
A palavra que se pensa e não se diz
(a boca não fala, mas os olhos não escondem)
O que ja se tem e o que sempre quis.
(Afinal, o que você quer ser?)
Obrigada, Carlos, por estimular meu cérebro preguiçoso!
domingo, 21 de dezembro de 2008
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Meu irmão, Jacque! Você escreve muuiiito! E esse texto é lindinho, eu ameei *-*
ResponderExcluirObrigado pela dedicatóriaaa! E parabéns pelo texto, vc sabe não só expressar as antíteses, mas também colocá-las dentro de um contexto para que tenham um significado profundo.
ResponderExcluir:***