domingo, 14 de dezembro de 2008

Ninguém sabe.

Ela usava all star preto, cabelos revoltados, e um livro como escudo,
as coisas que ela pensava de dia, tinha medo de pensar no escuro.

Ela transformava partículas de monotonia em extensas linhas de palavras sem sentido;
mas isso não importava, eram só palavras mesmo.

Ela transformava alegria em choro de alegria, e tristeza em prantos;
na porta do seu quarto, trancada, abria seu coração para coisas que ela sempre quis dizer,
fazer,
mostrar...
mas o medo a impedia de ser o que quer,
o medo a impedia de dançar.

O feijão quer o arroz,
o café quer o leite,
a tampa, a panela...
ela só queria entender o que fazer dela.

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