Eu colecionava minhas ilusões pobres e ridículas, guardando-as no bolso, como moedas que nos cai sem que percebamos, da calça jeans desbotada que não troco há anos. Você vai me ver gastando essas moedas a cada alegria alheia, sem motivo aparente, só por alguns minutos. Ou horas. Ou o número de dias que você me ver sorrindo por besteiras, ou simplesmente... por nada. Não sei se é um riso bonito, mas se assemelha com o original. Alguns produtos piratas não fazem tanta diferença assim, então o que custa gastar nossas moedas com eles?
Eu sentei na areia da praia, e pus minhas moedinhas fajutas no chão. A luz do luar refletia um prateado bonito por entre os grãos, e nas moedas, algumas lembranças indignas de lágrimas grossas. Era difícil olhar para todas elas, e entender a vida. Era mais dificil ainda, aceitar quando se entende. É como se fôssemos marionetes que nunca se encaixam no cenário perfeito, se não se encaixam em si mesmos.
Quantas vezes eu vou precisar enganar a mim mesma? Por que os outros, eu nem me importo. Vejam!!!! Como eu sou fraca e boazinha. Se você me bater, eu vou sentar e chorar, e esperar que alguém me dê a mão. Se você cuspir em mim, eu vou te atirar algumas palavras ásperas, virar as costas, e esperar que alguém diga que eu fiz a coisa certa.
Eu deito na areia macia da praia, e contemplo o manto azul escuro, com estrelinhas pequenininhas e brilhantes, pregadas por sabe-se lá quantos parafusos, quandos desejos ou quandos pedidos árduos. E o vento vai levando embora, aos poucos, as poucas moedas que me restaram.
O que mais pode ser ruim, além de ser nada? Por que sem meus sonhos, é isso que eu sou. O tempo os leva, mas eu tenho a impressão de que não foram embora pra sempre.
Preciso dos meus sonhos. Mesmo que eu tenha que pagar por eles. E eu não me importo se você me acha fraca. Você vai me ver séria demais, ou rindo demais e vai saber que sem querer, acreditei neles.
Ou talvez nem saiba! Original ou Pirata, meus sorrisos estarão aí. Use e abuse enquanto durar. Quase não se percebe a diferença. Mas pra mim, vai ser sempre diferente.
Obrigada por ajudar, Gilberto!
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
domingo, 28 de dezembro de 2008
Impressões
Eu ando sempre com uma impressão de que esqueci de alguma coisa, e isso me incomoda.
Se levanto da cama, eu posso ter esquecido de pisar primeiro com o pé direito no chão. É que eu não sei por quê, acredito que dá sorte. Não sei porque acredito que dê sorte se não dá sorte. Mas pra me incomodar, eu devo ter esquecido algo mais importante. O que pode ser?
Quando saio de casa, tenho a impressão de que esqueci algo que faz muita falta. No meio do caminho, confiro: estou com a chave de casa, o dinheiro, e o celular. Do que mais posso precisar? Talvez saber aonde eu esteja indo... mas eu nem faço questão de saber.
Andando só, posso esquecer de olhar os carros antes de atravessar a rua. Mas agora, não vejo muito sentido nisso, o importante é que eu chegue. Em qualquer lugar.
Mas eu esqueci de alguma coisa... alguma coisa importante... o que?
Gosto de fazer macarronada. Quando fiz a minha hoje, tive a impressão de que esqueci o sal. Mas acho que foi só impressão, temperos não fazem diferença pra mim: nada tem sabor mesmo.
E na hora do banho, pus qualquer coisa na cabeça... afinal, que se renovem as idéias! Mas esqueci que lavar os cabelos com xampu restaurador não apaga as idéias antigas.
O sabão que cega meu olho, me fez pensar nas coisas certas das quais fechei os olhos pra não ver. Tudo passou, mas agora, não adianta abri-los, até porque vai continuar ardendo do mesmo jeito, aqui dentro.
Mas é quando eu fecho os olhos, que eu lembro do que fingi ter esquecido.
Eu esqueci de ligar pra ouvir tua voz, pra carimbar no meu rosto o sorriso de que preciso pra terminar o dia;
de perguntar se dormiu bem, se o resfriado passou e se sonhou comigo,
se a prova foi boa, o que fez hoje, se vai sair mais tarde...
Eu esqueci que mais tarde as coisas mudam.
Eu esqueci que as coisas são diferentes, agora.
Eu esqueci que você esqueceu de mim.
E eu não esqueci de você.
Se levanto da cama, eu posso ter esquecido de pisar primeiro com o pé direito no chão. É que eu não sei por quê, acredito que dá sorte. Não sei porque acredito que dê sorte se não dá sorte. Mas pra me incomodar, eu devo ter esquecido algo mais importante. O que pode ser?
Quando saio de casa, tenho a impressão de que esqueci algo que faz muita falta. No meio do caminho, confiro: estou com a chave de casa, o dinheiro, e o celular. Do que mais posso precisar? Talvez saber aonde eu esteja indo... mas eu nem faço questão de saber.
Andando só, posso esquecer de olhar os carros antes de atravessar a rua. Mas agora, não vejo muito sentido nisso, o importante é que eu chegue. Em qualquer lugar.
Mas eu esqueci de alguma coisa... alguma coisa importante... o que?
Gosto de fazer macarronada. Quando fiz a minha hoje, tive a impressão de que esqueci o sal. Mas acho que foi só impressão, temperos não fazem diferença pra mim: nada tem sabor mesmo.
E na hora do banho, pus qualquer coisa na cabeça... afinal, que se renovem as idéias! Mas esqueci que lavar os cabelos com xampu restaurador não apaga as idéias antigas.
O sabão que cega meu olho, me fez pensar nas coisas certas das quais fechei os olhos pra não ver. Tudo passou, mas agora, não adianta abri-los, até porque vai continuar ardendo do mesmo jeito, aqui dentro.
Mas é quando eu fecho os olhos, que eu lembro do que fingi ter esquecido.
Eu esqueci de ligar pra ouvir tua voz, pra carimbar no meu rosto o sorriso de que preciso pra terminar o dia;
de perguntar se dormiu bem, se o resfriado passou e se sonhou comigo,
se a prova foi boa, o que fez hoje, se vai sair mais tarde...
Eu esqueci que mais tarde as coisas mudam.
Eu esqueci que as coisas são diferentes, agora.
Eu esqueci que você esqueceu de mim.
E eu não esqueci de você.
domingo, 21 de dezembro de 2008
O punhal
Aonde você está, afinal!?
Você se esconde por debaixo dessa armadura antiquada
de palavras repetidas e frases inacabadas...
Aonde está você, afinal!?
Você fazia de meus gritos, pontos positivos de seu jogo,
a cartada final para aumentar meu nojo.
Anda, você está quase lá!
Costurou por entre meus pensamentos, trilhas e trilhas de dúvidas...
mas você escolheu com cuidado (ou não), apenas um sentimento.
Os passos são firmes e apressados
como se corresse pra não desistir de algo...
FAÇA-O, se for preciso,
TERMINE-O, se for capaz.
Mas não deixe a oportunidade passar
e o seu ar risonho não voltar mais...
Eu deixo, acabe logo.
Rápido, eu nem vou sentir muita dor.
Rápido! Chegar até aqui foi um pouco difícil.
Rápido: antes que seja indolor.
Você se esconde por debaixo dessa armadura antiquada
de palavras repetidas e frases inacabadas...
Aonde está você, afinal!?
Você fazia de meus gritos, pontos positivos de seu jogo,
a cartada final para aumentar meu nojo.
Anda, você está quase lá!
Costurou por entre meus pensamentos, trilhas e trilhas de dúvidas...
mas você escolheu com cuidado (ou não), apenas um sentimento.
Os passos são firmes e apressados
como se corresse pra não desistir de algo...
FAÇA-O, se for preciso,
TERMINE-O, se for capaz.
Mas não deixe a oportunidade passar
e o seu ar risonho não voltar mais...
Eu deixo, acabe logo.
Rápido, eu nem vou sentir muita dor.
Rápido! Chegar até aqui foi um pouco difícil.
Rápido: antes que seja indolor.
As duas metades
Somos duas partes perdidas de nós mesmos,
que a coincidência não junta, apenas apresenta.
Como quando a segurança conhece o perigo.
E a felicidade, a tristeza.
Somos o preto e o branco
(como se fôssemos velhos, mas na verdade é apenas sabedoria)
A noite e o dia
(a noite: reprodução em câmera louca do que sonhamos de dia)
O escuro e o claro
(quando orgulho tenta esconder o que ja se viu)
O brigadeiro e o beijinho
(como o cacau que trás a paz que o beijo roubou)
O riso e o choro
(as duas faces num só olhar)
A verdade e a mentira
(na brincadeira de fazer dos dois, uma coisa só)
O pé que anda e recua
(no quente da cama que nos abraça no levantar)
A fidelidade que trai
(como tudo o que é sem querer)
A palavra que se pensa e não se diz
(a boca não fala, mas os olhos não escondem)
O que ja se tem e o que sempre quis.
(Afinal, o que você quer ser?)
Obrigada, Carlos, por estimular meu cérebro preguiçoso!
que a coincidência não junta, apenas apresenta.
Como quando a segurança conhece o perigo.
E a felicidade, a tristeza.
Somos o preto e o branco
(como se fôssemos velhos, mas na verdade é apenas sabedoria)
A noite e o dia
(a noite: reprodução em câmera louca do que sonhamos de dia)
O escuro e o claro
(quando orgulho tenta esconder o que ja se viu)
O brigadeiro e o beijinho
(como o cacau que trás a paz que o beijo roubou)
O riso e o choro
(as duas faces num só olhar)
A verdade e a mentira
(na brincadeira de fazer dos dois, uma coisa só)
O pé que anda e recua
(no quente da cama que nos abraça no levantar)
A fidelidade que trai
(como tudo o que é sem querer)
A palavra que se pensa e não se diz
(a boca não fala, mas os olhos não escondem)
O que ja se tem e o que sempre quis.
(Afinal, o que você quer ser?)
Obrigada, Carlos, por estimular meu cérebro preguiçoso!
Cartinha
DEUS!!
Eu grito o Seu nome, mais uma vez, como se fosse uma intimação... Mas de bom Pai que és, Tu vens e senta do meu lado, já impaciente de ouvir minhas reclamações.
Mas hoje, é um dia diferente, Deus.
Hoje eu tirei minha carcaça de ingratidão e de pequenos problemas remoídos, pra, de largo sorriso, Lhe agradecer.
É, Deus, milagres existem.
Mas o Senhor ja deveria saber, eu que de tola penso que só eu sei das coisas.
Eu vos agradeço, Senhor, antes de tudo, pelas horas que Ouvistes com calma e paciência, minhas lamúrias frouxas e sem sentido. E pelas lamúrias justificáveis também.
Pelas risadas gostosas, pelos momentos agradáveis.
Ta certo, eu posso ter fugido de casa alguma vez,
mas o pecado ja existia quando eu nasci.
Obrigada, Pai, por todos os meus irmãos. Os irmãos que estão comigo, a mares e terras de distância; os irmãos que estão comigo em alguma rua aqui perto, ou em algum bairro distante.
São como o telefonema que toca quando menos esperamos. Uma carta que chega meses depois. Ou a mensagem de celular que nos desperta de madrugada.
E mesmo que os olhos não se batam, e as vozes não disparem,
a família universal está unida, por cima de terras e mares.
Obrigada, Pai, pela distância perto, pela distância longe, e pelo perto mais perto.
No final, esta tudo dentro,
'Distância não existe, é só uma ilusão'.
Assim Seja!
Eu grito o Seu nome, mais uma vez, como se fosse uma intimação... Mas de bom Pai que és, Tu vens e senta do meu lado, já impaciente de ouvir minhas reclamações.
Mas hoje, é um dia diferente, Deus.
Hoje eu tirei minha carcaça de ingratidão e de pequenos problemas remoídos, pra, de largo sorriso, Lhe agradecer.
É, Deus, milagres existem.
Mas o Senhor ja deveria saber, eu que de tola penso que só eu sei das coisas.
Eu vos agradeço, Senhor, antes de tudo, pelas horas que Ouvistes com calma e paciência, minhas lamúrias frouxas e sem sentido. E pelas lamúrias justificáveis também.
Pelas risadas gostosas, pelos momentos agradáveis.
Ta certo, eu posso ter fugido de casa alguma vez,
mas o pecado ja existia quando eu nasci.
Obrigada, Pai, por todos os meus irmãos. Os irmãos que estão comigo, a mares e terras de distância; os irmãos que estão comigo em alguma rua aqui perto, ou em algum bairro distante.
São como o telefonema que toca quando menos esperamos. Uma carta que chega meses depois. Ou a mensagem de celular que nos desperta de madrugada.
E mesmo que os olhos não se batam, e as vozes não disparem,
a família universal está unida, por cima de terras e mares.
Obrigada, Pai, pela distância perto, pela distância longe, e pelo perto mais perto.
No final, esta tudo dentro,
'Distância não existe, é só uma ilusão'.
Assim Seja!
No ponto
A gente nunca sabe se é hoje o dia de bater o dedo do pé na quina do sofá
e nem se o jarro de flores antiquado da vovó cairá no chão...
Ele pode ser feio, mas fazia parte do lugar.
Como uma bagunça organizada, como a feiura certa que embeleza.
Como a maquiagem borrada que da um certo charme:
se o borrão não for de choro, claro.
Aquela roupa guardada há anos atrás, que você nunca pensou que usaria, pode lhe cair bem agora.
São como os ideais antigos, que não servem pra nada durante muito tempo, mas quando voltam se encaixam perfeitamente na nossa boca, como palavras sábias no meio de pontos e vírgulas.
Interrogações e exclamações.
Mas no final, é sempre ponto e vírgula.
Dizem que, num sorriso falso, o lado esquerdo do rosto se pronuncia mais que o direito, e os olhos não semicerram como de costume.
Afinal, quando rimos de alegria, os olhos se fecham pra não ver o quê?
E quando rimos sem vontade, eles permanecem abertos por quê?
O dedo do pé pode bater na quina do sofá mais de uma vez, e um raio pode cair no mesmo lugar. São coisas que não dependem de ninguém, e não temos à quem reclamar.
Fica tudo muito mais fácil quando temos alguém pra reclamar.
E se Deus estiver offline, quem vai receber os meus recados?
As coisas boas só se tornam boas, porque algo já foi ruim.
As coisas ruins só são ruins, por que sabemos que existem coisas boas.
Se o mundo fosse só de coisas boas, talvez fosse tudo uma chatisse.
Se o mundo fosse só de coisas ruins, talvez nos contentaríamos...
afinal, só seria pior se o bom existisse.
Mas coisas boas existem.
E ruins também.
Mas é até bom.
A breve quietude da montanha russa é o tempero das quedas do carrinho instável e barulhento.
O que pode ser mais barulhento que nossos pensamentos?
De repente tudo cai, e devagar tudo sobe. Do jeito que deveria ser.
Do jeito que precisa ser.
Quando sorrimos, às vezes, o lado esquerdo se pronuncia mais que o direito.
Como o quente e o frio,
o doce e o amargo.
E eu gosto de café meio amargo.
Créditos a Gilberto, que me ajuda a buscar algo no meu baú de pensamentos fervilhantes.
e nem se o jarro de flores antiquado da vovó cairá no chão...
Ele pode ser feio, mas fazia parte do lugar.
Como uma bagunça organizada, como a feiura certa que embeleza.
Como a maquiagem borrada que da um certo charme:
se o borrão não for de choro, claro.
Aquela roupa guardada há anos atrás, que você nunca pensou que usaria, pode lhe cair bem agora.
São como os ideais antigos, que não servem pra nada durante muito tempo, mas quando voltam se encaixam perfeitamente na nossa boca, como palavras sábias no meio de pontos e vírgulas.
Interrogações e exclamações.
Mas no final, é sempre ponto e vírgula.
Dizem que, num sorriso falso, o lado esquerdo do rosto se pronuncia mais que o direito, e os olhos não semicerram como de costume.
Afinal, quando rimos de alegria, os olhos se fecham pra não ver o quê?
E quando rimos sem vontade, eles permanecem abertos por quê?
O dedo do pé pode bater na quina do sofá mais de uma vez, e um raio pode cair no mesmo lugar. São coisas que não dependem de ninguém, e não temos à quem reclamar.
Fica tudo muito mais fácil quando temos alguém pra reclamar.
E se Deus estiver offline, quem vai receber os meus recados?
As coisas boas só se tornam boas, porque algo já foi ruim.
As coisas ruins só são ruins, por que sabemos que existem coisas boas.
Se o mundo fosse só de coisas boas, talvez fosse tudo uma chatisse.
Se o mundo fosse só de coisas ruins, talvez nos contentaríamos...
afinal, só seria pior se o bom existisse.
Mas coisas boas existem.
E ruins também.
Mas é até bom.
A breve quietude da montanha russa é o tempero das quedas do carrinho instável e barulhento.
O que pode ser mais barulhento que nossos pensamentos?
De repente tudo cai, e devagar tudo sobe. Do jeito que deveria ser.
Do jeito que precisa ser.
Quando sorrimos, às vezes, o lado esquerdo se pronuncia mais que o direito.
Como o quente e o frio,
o doce e o amargo.
E eu gosto de café meio amargo.
Créditos a Gilberto, que me ajuda a buscar algo no meu baú de pensamentos fervilhantes.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Parece que foi ensaiado.
Hoje o sol nem apareceu ainda, se escondendo por entre seu lençol de nuvens.
Hoje, você nem me apareceu como nos outros dias, quando fazia questão de dar sinais de vida.
Hoje, a chuva começa de mansinho, pedindo licensa pra entrar por dentro de minha alma.
Acaricia meus cabelos, meu rosto, meus olhos, minha boca.
Meus braços, meus seios, minhas costas, meu corpo.
A lua aparece tímida, mostrando só uma bandinha, como um sorriso esquivo
quase não querendo que eu percebesse o ar de sua graça.
Quase não querendo que eu descobrisse seu segredo.
Eu posso fingir que não sei, é até mais engraçado...
porque parece que foi ensaiado.
Hoje, você nem me apareceu como nos outros dias, quando fazia questão de dar sinais de vida.
Hoje, a chuva começa de mansinho, pedindo licensa pra entrar por dentro de minha alma.
Acaricia meus cabelos, meu rosto, meus olhos, minha boca.
Meus braços, meus seios, minhas costas, meu corpo.
A lua aparece tímida, mostrando só uma bandinha, como um sorriso esquivo
quase não querendo que eu percebesse o ar de sua graça.
Quase não querendo que eu descobrisse seu segredo.
Eu posso fingir que não sei, é até mais engraçado...
porque parece que foi ensaiado.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Lembranças
Essa lágrima, ninguém vai ver.
Nem essa. Nem essa outra.
Aquelas lágrimas também, ninguém viu.
Lembro de uma bem grossona... chega deu pena de vê-la cair.
Fez ploft no chão, como uma queda bem lá do alto. E eu estava sentada, encolhida no chão de um quarto escuro e sem vida.
E eu estava sentada. Encolhida.
Em seus braços.
Há tempos atrás.
Ouvindo palavras que sempre quis dizer, mas nunca tive coragem.
Eu até pensei que tudo poderia acabar. Mas parecia tão real! Igual como via nos contos. Igual como eu nunca havia imaginado que seria.
Mas hoje, eu só preciso de mais uma xícara de café. Só mais uma.
Pra não dormir, e sonhar com você. Controlo tudo melhor acordada.
E chorando, sem motivos aparentes.
Nem essa. Nem essa outra.
Aquelas lágrimas também, ninguém viu.
Lembro de uma bem grossona... chega deu pena de vê-la cair.
Fez ploft no chão, como uma queda bem lá do alto. E eu estava sentada, encolhida no chão de um quarto escuro e sem vida.
E eu estava sentada. Encolhida.
Em seus braços.
Há tempos atrás.
Ouvindo palavras que sempre quis dizer, mas nunca tive coragem.
Eu até pensei que tudo poderia acabar. Mas parecia tão real! Igual como via nos contos. Igual como eu nunca havia imaginado que seria.
Mas hoje, eu só preciso de mais uma xícara de café. Só mais uma.
Pra não dormir, e sonhar com você. Controlo tudo melhor acordada.
E chorando, sem motivos aparentes.
Ninguém sabe.
Ela usava all star preto, cabelos revoltados, e um livro como escudo,
as coisas que ela pensava de dia, tinha medo de pensar no escuro.
Ela transformava partículas de monotonia em extensas linhas de palavras sem sentido;
mas isso não importava, eram só palavras mesmo.
Ela transformava alegria em choro de alegria, e tristeza em prantos;
na porta do seu quarto, trancada, abria seu coração para coisas que ela sempre quis dizer,
fazer,
mostrar...
mas o medo a impedia de ser o que quer,
o medo a impedia de dançar.
O feijão quer o arroz,
o café quer o leite,
a tampa, a panela...
ela só queria entender o que fazer dela.
as coisas que ela pensava de dia, tinha medo de pensar no escuro.
Ela transformava partículas de monotonia em extensas linhas de palavras sem sentido;
mas isso não importava, eram só palavras mesmo.
Ela transformava alegria em choro de alegria, e tristeza em prantos;
na porta do seu quarto, trancada, abria seu coração para coisas que ela sempre quis dizer,
fazer,
mostrar...
mas o medo a impedia de ser o que quer,
o medo a impedia de dançar.
O feijão quer o arroz,
o café quer o leite,
a tampa, a panela...
ela só queria entender o que fazer dela.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Encontro mensal.
É como me jogar nos braços do infinito.
É como adorar tudo, inclusive o que é pra ser detestado.
É como não saber se é pra chorar ou sorrir.
É como não saber a razão de existir.
Eu andava rápido, mas aqui de trás ainda dava pra ver meus pensamentos caminhando por lugares distantes, bem lá na frente, enquanto eu esperava ela dar um sinal. E veio.
Longe, sim, muito longe.
Branca e quieta.
Rara:
ela.
A lua.
As luzes, pequenas velas,
as águas, alguma melodia,
as areias, pequenos grãos de felicidades e tristezas esquecidas no chão.
Era isso o que tudo parecia diante dela.
Meu olhar, alguma coisa,
minhas lágrimas, nada demais,
meu sorriso, uma curvatura sem sentido.
Era isso o que eu parecia diante da lua.
Grande, brilhante e linda.
Sempre quis ser assim,
só não tão redonda, claro...
e nem tão distante.
Só um pedacinho de raridade perdido por esse mundo afora.
Só alguma coisa que ninguém precisasse entender.
Mas sem espetáculos mensais;
Eu sinto que preciso estar escondida por um tempo sem limite,
seja por debaixo de meus cabelos revoltos, ou pelas minhas palavras ríspidas.
Eu não sei se amanhã as risadas serão gostosas,
se os abraços serão acolhedores
se as lágrimas serão de alegria ou tristeza.
Dói, saber que não sei.
Dói saber, que a única certeza que tenho
é que não tenho certeza de nada...
Nem se ela cairá do céu algum dia,
ou se quem cairá sou eu, em algum canto que não poderei mais vê-la;
e se for melhor não ter certeza de nada?
Meus pés correm atrás de meus pensamentos, tentando alcançá-los....
eles não podem ir tão longe:
Saber demais pode ser ruim.
É como adorar tudo, inclusive o que é pra ser detestado.
É como não saber se é pra chorar ou sorrir.
É como não saber a razão de existir.
Eu andava rápido, mas aqui de trás ainda dava pra ver meus pensamentos caminhando por lugares distantes, bem lá na frente, enquanto eu esperava ela dar um sinal. E veio.
Longe, sim, muito longe.
Branca e quieta.
Rara:
ela.
A lua.
As luzes, pequenas velas,
as águas, alguma melodia,
as areias, pequenos grãos de felicidades e tristezas esquecidas no chão.
Era isso o que tudo parecia diante dela.
Meu olhar, alguma coisa,
minhas lágrimas, nada demais,
meu sorriso, uma curvatura sem sentido.
Era isso o que eu parecia diante da lua.
Grande, brilhante e linda.
Sempre quis ser assim,
só não tão redonda, claro...
e nem tão distante.
Só um pedacinho de raridade perdido por esse mundo afora.
Só alguma coisa que ninguém precisasse entender.
Mas sem espetáculos mensais;
Eu sinto que preciso estar escondida por um tempo sem limite,
seja por debaixo de meus cabelos revoltos, ou pelas minhas palavras ríspidas.
Eu não sei se amanhã as risadas serão gostosas,
se os abraços serão acolhedores
se as lágrimas serão de alegria ou tristeza.
Dói, saber que não sei.
Dói saber, que a única certeza que tenho
é que não tenho certeza de nada...
Nem se ela cairá do céu algum dia,
ou se quem cairá sou eu, em algum canto que não poderei mais vê-la;
e se for melhor não ter certeza de nada?
Meus pés correm atrás de meus pensamentos, tentando alcançá-los....
eles não podem ir tão longe:
Saber demais pode ser ruim.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Tudo e Nada.
Tudo não pode ser nada:
tudo é alguma coisa
e nada é nada.
Tudo não pode ser nada:
tudo é alguma coisa
é alguma coisa que não seja nada
Nada que tenha levado tudo embora.
Tudo não precisa ser tudo,
tudo pode ser alguma coisa
alguma coisa que não foi nada
nada que foi embora.
P.s. - A próxima é fácil :D
tudo é alguma coisa
e nada é nada.
Tudo não pode ser nada:
tudo é alguma coisa
é alguma coisa que não seja nada
Nada que tenha levado tudo embora.
Tudo não precisa ser tudo,
tudo pode ser alguma coisa
alguma coisa que não foi nada
nada que foi embora.
P.s. - A próxima é fácil :D
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