Eu ando sempre com uma impressão de que esqueci de alguma coisa, e isso me incomoda.
Se levanto da cama, eu posso ter esquecido de pisar primeiro com o pé direito no chão. É que eu não sei por quê, acredito que dá sorte. Não sei porque acredito que dê sorte se não dá sorte. Mas pra me incomodar, eu devo ter esquecido algo mais importante. O que pode ser?
Quando saio de casa, tenho a impressão de que esqueci algo que faz muita falta. No meio do caminho, confiro: estou com a chave de casa, o dinheiro, e o celular. Do que mais posso precisar? Talvez saber aonde eu esteja indo... mas eu nem faço questão de saber.
Andando só, posso esquecer de olhar os carros antes de atravessar a rua. Mas agora, não vejo muito sentido nisso, o importante é que eu chegue. Em qualquer lugar.
Mas eu esqueci de alguma coisa... alguma coisa importante... o que?
Gosto de fazer macarronada. Quando fiz a minha hoje, tive a impressão de que esqueci o sal. Mas acho que foi só impressão, temperos não fazem diferença pra mim: nada tem sabor mesmo.
E na hora do banho, pus qualquer coisa na cabeça... afinal, que se renovem as idéias! Mas esqueci que lavar os cabelos com xampu restaurador não apaga as idéias antigas.
O sabão que cega meu olho, me fez pensar nas coisas certas das quais fechei os olhos pra não ver. Tudo passou, mas agora, não adianta abri-los, até porque vai continuar ardendo do mesmo jeito, aqui dentro.
Mas é quando eu fecho os olhos, que eu lembro do que fingi ter esquecido.
Eu esqueci de ligar pra ouvir tua voz, pra carimbar no meu rosto o sorriso de que preciso pra terminar o dia;
de perguntar se dormiu bem, se o resfriado passou e se sonhou comigo,
se a prova foi boa, o que fez hoje, se vai sair mais tarde...
Eu esqueci que mais tarde as coisas mudam.
Eu esqueci que as coisas são diferentes, agora.
Eu esqueci que você esqueceu de mim.
E eu não esqueci de você.
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domingo, 28 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
Lembranças
Essa lágrima, ninguém vai ver.
Nem essa. Nem essa outra.
Aquelas lágrimas também, ninguém viu.
Lembro de uma bem grossona... chega deu pena de vê-la cair.
Fez ploft no chão, como uma queda bem lá do alto. E eu estava sentada, encolhida no chão de um quarto escuro e sem vida.
E eu estava sentada. Encolhida.
Em seus braços.
Há tempos atrás.
Ouvindo palavras que sempre quis dizer, mas nunca tive coragem.
Eu até pensei que tudo poderia acabar. Mas parecia tão real! Igual como via nos contos. Igual como eu nunca havia imaginado que seria.
Mas hoje, eu só preciso de mais uma xícara de café. Só mais uma.
Pra não dormir, e sonhar com você. Controlo tudo melhor acordada.
E chorando, sem motivos aparentes.
Nem essa. Nem essa outra.
Aquelas lágrimas também, ninguém viu.
Lembro de uma bem grossona... chega deu pena de vê-la cair.
Fez ploft no chão, como uma queda bem lá do alto. E eu estava sentada, encolhida no chão de um quarto escuro e sem vida.
E eu estava sentada. Encolhida.
Em seus braços.
Há tempos atrás.
Ouvindo palavras que sempre quis dizer, mas nunca tive coragem.
Eu até pensei que tudo poderia acabar. Mas parecia tão real! Igual como via nos contos. Igual como eu nunca havia imaginado que seria.
Mas hoje, eu só preciso de mais uma xícara de café. Só mais uma.
Pra não dormir, e sonhar com você. Controlo tudo melhor acordada.
E chorando, sem motivos aparentes.
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